Astronomia

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Mensagem por Zero em Sab 25 Jan 2020, 19:22

Tópico destinado a discussão e exposição de fatos envolvendo a Astronomia.
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Mensagem por Zero em Sab 25 Jan 2020, 19:24

11 Fatos Impressionantes Sobre A Via Láctea - Space Today TV Ep.1560



Na engrenagem, no canto inferior direito do player pode ser ajustado a velocidade de reprodução do vídeo, assim ficando mais agradável e prático assistir.
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Mensagem por Zero em Sab 25 Jan 2020, 20:01

VOCÊ MORARIA NUMA CASA FEITA DE FUNGOS EM MARTE? | SPACE TODAY TV EP2103



Uma possível maneira de estabelecer habitats em Marte e na Lua.

Os fungos possuem uma parte chamada micélio, que é parte vegetativa de um fungo, ou de uma colônia de fungos.

Assim, modificando geneticamente os fungos, para crescerem em um ambiente específico, assim evitando que se espalhe e contamine o planeta/corpo celeste, pode ser uma solução.

Fora que quanto mais massa uma espaçonave carrega, mais combustível é necessário e maior o custo.

Assim, fungos juntamente com cianobactérias que utilizarão a energia do Sol para converter água e dióxido de carbono em oxigênio e assim gerando alimento para os fungos.

Desta forma, podendo usar materiais do corpo celeste e fungos/cianobactérias, pode-se estabelecer de forma mais barata e rápida um habitat.

Ainda havendo outras vantagens, micélio pode ser usado para filtrar água, como agente bioluminescente fornecendo luz, e também poderiam ser usados para proteger o habitat contra incêndio e um regulador térmico.
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Mensagem por Gabarito em Sab 25 Jan 2020, 20:20

Muito bom o tópico, Zero!
Estamos começando muito bem.
O nível está lá em cima!
👏👏👏👏👏
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Mensagem por Zero em Seg 27 Jan 2020, 18:09

Fico lisonjeado, Gabarito.

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ESTRELA MATUSALÉM - SERÁ QUE ELA É MAIS VELHA QUE O UNIVERSO? | SPACE TODAY TV EP2104




Space Today escreveu:Alguém já ouviu falar que existe uma estrela que pode ser mais velha que o próprio universo?

Bem, vamos tentar entender toda essa história.

Antes de falarmos da estrela vamos definir o seguinte, para termos de comparação, vamos usar nesse vídeo que a idade do universo é de 13.8 bilhões de anos.

E em 2007, os astrônomos descobriram uma estrela chamada de HE 1523-0901 que tem 80% da massa do Sol, e contém somente 0.1% do ferro contido no Sol e que tem uma idade de 13.2 bilhões de anos.

Por cerca de 100 anos, os astrônomos observaram uma estrela localizada a aproximadamente 190 anos-luz de distância da Terra.

A estrela é chamada de HD 140283, e recebeu o singelo apelido de Estrela Matusalém.

No ano 2000 usando a missào Hipparcos da ESA, os astrônomos mediram a idade da estrela e chegaram ao valor de 16 bilhões de anos.

Algo que surpreendeu a todos, como poderia uma estrela ser 3 bilhões de anos mais velha que o próprio universo.

Os astrônomos começaram então a observar melhor a estrela usando novas tecnologias, como o hubble, por exemplo, depois de alguns estudos, os pesquisadores chegaram a uma nova idade para a estrela, de 14.46 bilhões de anos, bem menor que os 16 anteriores, mas ainda sim bem mais velha que o universo.

Estudos posteriores, realizados em 2014 chegaram a outro valor para a idade da estrela, 14.27 bilhões de anos. ainda assim mais velha que o universo, mas aí entra na história algo bem importante.

Para calcular a idade da estrela, o primeiro passo é calcular a sua distância, que é 190 anos-luz, mais ou menos uma determinada incerteza.

Com a distância calculada, o segundo passou é calcular o brilho intrínseco da estrela, então aquele erro da distância é propagado para o cálculo do brilho que terá outro erro.

E por fim, você calcula a idade da estrela, ou seja, o erro é propagado mais uma vez.

No caso da estrela HD140283, a sua idade é de 14.27 +- 800 milhões de anos.

Isso, coloca a estrela dentro da idade do universo.

Estrelas muito velhas possuem uma incerteza muito grande na determinação de suas propriedades, e isso faz com que as pessoas ignorem essas incertezas e as coloquem com idades absurdas como é o caso da estrela matusalém.

Os astrônomos continuam estudando a estrela para estimar da melhor forma possível sua distância e tentar assim refinar a sua idade, ou seja, diminuindo a incerteza.


Transcrição do vídeo. Editei algumas partes, removendo trechos não tão necessários para o entendimento, assim deixando a leitura mais fluida. O que está escrito acima é praticamente o que é comentado no vídeo.
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Mensagem por Gabarito em Seg 27 Jan 2020, 18:52

Zero escreveu:

Transcrição do vídeo. Editei algumas partes, removendo trechos não tão necessários para o entendimento, assim deixando a leitura mais fluida. O que está escrito acima é praticamente o que é comentado no vídeo.

Rapaz, esse assunto é fascinante!
Eu sempre questionei como é feito esse cálculo de 13,8 bilhões de anos para a idade do universo.
Se o tempo é relativo, dependendo das condições de velocidade e gravidade em relação a outro ponto, como é que temos esse tempo absoluto para a idade do universo?
Para corpos celestes viajando pelo cosmos a velocidades mais baixas e mais altas que a nossa, essa idade, certamente, seria diferente.
Não existe o tempo absoluto, um relógio que mede o passar dos anos no universo.
Ele é diferente em cada ponto.
Um lugar perto de um buraco negro, como vimos no filme Interestelar, tem um tempo em câmera lenta comparado com lugares sujeitos a gravidades bem menores do que lá. E aí? Lá naquele planeta perto do BN o universo também tem 13,8 bilhões de anos?

E os espaços limites que conseguimos enxergar? Pelo tempo que sua luz chega aqui, diz-se que há pontos além desses limites ainda pertencentes ao universo.
Na ocasião da inflação cósmica, houve situações em que a luz foi mais rápida do que é hoje.
Como se sabe que aqueles pontos limites emitiram a luz naquele instante para percorrer 13,8 bilhões de anos-luz e chegarem a nós agora?
Há pontos além que NUNCA chegaremos a ver dada a expansão do universo. Estarão para sempre além do nosso alcance.

E essa estrela de 16 bilhões de anos?
E agora?
Essa estrela que teve sua idade corrigida é uma recém-nascida. A luz dela que nos chega é a de pouco depois do seu nascimento...

Esse tema é matador.
É um dos que mais me atrai na cosmologia.
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Mensagem por Zero em Seg 27 Jan 2020, 20:19

Boas colocações.

Se eu responder todas, ficará um texto enorme aqui.

Por isso, recomendarei vídeos que abordam estas questões muito bem.

São vários, não tenha pressa para ver, mas penso que a maioria das questões levantadas por você serão respondidas nos vídeos. Um vídeo complementa o outro.









*Se quiser, pode aumentar a velocidade de reprodução do vídeo na engrenagem no lado direito inferior do player, assim ficando mais rápido e prático de ver, caso seja de seu agrado.
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Mensagem por Gabarito em Seg 27 Jan 2020, 20:36

Zero escreveu:Boas colocações.

Se eu responder todas, ficará um texto enorme aqui.

Por isso, recomendarei vídeos que abordam estas questões muito bem.

São vários, não tenha pressa para ver, mas penso que a maioria das questões levantadas por você serão respondidas nos vídeos. Um vídeo complementa o outro.


*Se quiser, pode aumentar a velocidade de reprodução do vídeo na engrenagem no lado direito inferior do player, assim ficando mais rápido e prático de ver, caso seja de seu agrado.

Opa!

Pelos títulos, eu já vejo que é conjunto de vídeos muito bom.
Vou ver sim!

Tenho muito interesse sobre entender o tempo relativo entre as diferentes regiões do universo.
Existe um AGORA universal? Mesmo sabendo que não há tempo absoluto?
Eu fico me questionando: o que um ser de uma civilização alienígena está fazendo justamente AGORA?
Mas esse AGORA pode não fazer sentido, já que ele estará num transcorrer do tempo diferente do meu.

O mais frustrante dessa expansão do universo é nunca mais ter qualquer notícia sobre os primeiros objetos do Big Bang já que eles estarão navegando em águas inatingíveis pela distância.

Valeu, Zero!
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Mensagem por Zero em Seg 27 Jan 2020, 21:03

Gabarito escreveu:
Existe um AGORA universal? Mesmo sabendo que não há tempo absoluto?

Para elucidar sua dúvida vou citar o trecho do livro "Gigantes Da Física : Uma História Da Física Moderna Através De Oito Biografias – Richard Brennan"

Gigantes Da Física : Uma História Da Física Moderna Através De Oito Biografias – Richard Brennan escreveu:
A RELATIVIDADE DA SIMULTANEIDADE
A relatividade do tempo é um conceito de apreensão mais difícil. O universo de Newton
pressupunha que um tempo absoluto era marcado por um relógio universal invisível. Se fosse
1:02 na Terra, seria 1:02 em Vênus, Marte ou em qualquer outro lugar do universo. Einstein
nos mostrou que isso não é verdade. Um dos exemplos que usou para ilustrar suas novas
ideias envolve eventos simultâneos. No universo de Newton, era possível afirmar que dois
eventos ocorriam simultaneamente porque o tempo absoluto estava sendo medido pelo relógio
universal. Einstein nos revelou que essa ideia de tempo absoluto e de eventos simultâneos
produz um paradoxo. Se a velocidade da luz for absoluta (constante) sob todas as condições,
há algo de errado com o conceito newtoniano.
Einstein chamou atenção para o fato de que a luz leva tempo para se mover de um ponto a
outro e citou o caso de dois raios que caem perto de uma via férrea. Para uma pessoa postada
junto da linha e a meio caminho entre os dois raios, os dois clarões pareceriam ocorrer
exatamente ao mesmo tempo. Um observador que viajasse num trem rápido, porém, veria o
raio à sua frente — aquele em cuja direção estava correndo — luzir antes daquele de que
estava se afastando rapidamente. Para esse observador os dois raios cairiam em momentos
diferentes. Considere agora um trem que avance na direção oposta. Um observador nesse
segundo trem veria os dois raios caírem numa ordem oposta àquela vista pelo observador no
primeiro trem. Einstein prosseguiu declarando que não há entre os três nenhum observador
privilegiado — em outras palavras, todos estão certos. Assim, dois eventos são simultâneos
em um sistema de referência mas não em outros dois. Não existe tempo absoluto, e não há
nenhum relógio universal marcando o tempo em algum lugar do espaço.
Como este conceito é um pouquinho complicado, consideremos um outro exemplo. Imagine
que um vagão de passageiros de um trem tem uma cúpula de observação. Nosso confiável
observador está sentado no meio do vagão, num assento voltado para o lado. Duas grandes
lâmpadas estão fixadas, uma na frente e outra na traseira do trem. Na posição em que está,
nosso passageiro pode ver tanto a frente quanto a traseira do trem. Se for acionado um
comutador que conecte as lâmpadas a uma fonte de energia, esse passageiro verá as duas se
acenderem simultaneamente. Não faz nenhuma diferença que o trem esteja parado ou se
movendo pelo trilho a 300 quilômetros por hora, porque relativamente ao passageiro o trem
não está se movendo.
Suponhamos agora um observador imóvel f que observa o trem passar. Admitindo que o
passageiro e o observador imóvel estão face a face quando o comutador é acionado, nosso
observador imóvel não verá as luzes se acenderem ao mesmo tempo. Mais precisamente, verá
a luz traseira se acender primeiro e depois a dianteira. Lembre-se, a luz traseira está se
movendo em direção a ele a 300 km/h, ao passo que a luz dianteira está se afastando dele na
mesma velocidade. Por estar se movendo em direção a ele, a luz traseira terá de percorrer
uma distância menor que a luz dianteira, que se afasta. Se a distância é menor e a velocidade
da luz é constante em quaisquer circunstâncias, ele verá a luz traseira se acender antes que a
luz dianteira. Portanto, dois eventos que parecem simultâneos do ponto de vista do passageiro
do trem não o são aos olhos de um observador imóvel. E, o mais importante, ambos os
observadores estarão certos. A simultaneidade é um fenômeno relativo.
Gigantes Da Física : Uma História Da Física Moderna Através De Oito Biografias – Richard Brennan


Gabarito escreveu:
Eu fico me questionando: o que um ser de uma civilização alienígena está fazendo justamente AGORA?
Mas esse AGORA pode não fazer sentido, já que ele estará num transcorrer do tempo diferente do meu.

O mais frustrante dessa expansão do universo é nunca mais ter qualquer notícia sobre os primeiros objetos do Big Bang já que eles estarão navegando em águas inatingíveis pela distância.

O que estão fazendo agora não temos como saber, apenas podemos saber o que fizeram no passado.

Um exemplo simples é olhar para o Sol, estamos vendo ele como ele era cerca de 8 minutos atrás, ou seja o tempo necessário para a luz emitida por ele chegar até nós.

Da mesma forma que caso olhássemos em busca de uma civilização alienígena, veríamos as informações do que já ocorreu, devido ao tempo que a luz demorou para chegar até aqui. Ou seja, simplificando, imagine que há uma civilização há cerca de 70 milhões de anos luz daqui, apontam telescópios para cá e a luz que chegará até eles agora é referente aquilo que houve para nós 70 milhões de anos atrás, ou seja veriam dinossauros.

Infelizmente há coisas que não conseguiremos ver, mas felizmente a tecnologia evolui e estamos na Era de Ouro para aprendermos e desvendarmos o universo.


*Penso ter explicado os conceitos de forma coerente, se cometi algum deslize, corrijam-me.
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Mensagem por Gabarito em Seg 27 Jan 2020, 21:17

Zero escreveu:
Para elucidar sua dúvida vou citar o trecho do livro "Gigantes Da Física : Uma História Da Física Moderna Através De Oito Biografias – Richard Brennan"

Excelente!

Zero escreveu:
Gabarito escreveu:
Eu fico me questionando: o que um ser de uma civilização alienígena está fazendo justamente AGORA?
Mas esse AGORA pode não fazer sentido, já que ele estará num transcorrer do tempo diferente do meu.

O mais frustrante dessa expansão do universo é nunca mais ter qualquer notícia sobre os primeiros objetos do Big Bang já que eles estarão navegando em águas inatingíveis pela distância.

O que estão fazendo agora não temos como saber, apenas podemos saber o que fizeram no passado.

Um exemplo simples é olhar para o Sol, estamos vendo ele como ele era cerca de 8 minutos atrás, ou seja o tempo necessário para a luz emitida por ele chegar até nós.

Da mesma forma que caso olhássemos em busca de uma civilização alienígena, veríamos as informações do que já ocorreu, devido ao tempo que a luz demorou para chegar até aqui. Ou seja, simplificando, imagine que há uma civilização há cerca de 70 milhões de anos luz daqui, apontam telescópios para cá e a luz que chegará até eles agora é referente aquilo que houve para nós 70 milhões de anos atrás, ou seja veriam dinossauros.


Eu já sabia sobre olhar para o passado.
Mas a minha questão foi mais filosófica do que pragmática.
Existe a simultaneidade?
Mesmo que eu não consiga enxergar fisicamente (a luz tem seu limite para trazer essa informação, claro), mas existe o evento simultâneo? Agora aqui e agora lá?
Pode parecer simples dizer que "sim". Mas fica difícil para eu conciliar isso com o tempo relativo.

Outra coisa lamentável são as enormes distâncias do universo que praticamente proíbe as viagens interestelares...
Tem vários vídeos no Youtube mostrando (tentando mostrar) a ordem de grandeza dessas distâncias e o quanto nossas mentes acostumadas à escala do Sistema Solar visto na escola estão enganadas.
O Sol é um grão de areia numa viagem entre São Paulo e Rio para o próximo planeta (posso ter exagerado, mas peguei um exemplo absurdo como esse para chamar a atenção sobre a ordem de grandeza das distâncias). E somente espaço vazio entre um e outro...
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Mensagem por Cinzu em Seg 27 Jan 2020, 21:46

As equações de Friedmann governam a evoluçãodo Universo desde 0,00000000000000000000000000000000000000000001 segundo após o Big Bang até o presente.

O Universo parece muito diverso e complexo para evolucionar obedecendo apenas 3 leis simples, mas é assim, porque é muito simétrico.

É mais fácil entendermos cientificamente o Universo que o cérebro humano.

É a magia da realidade, tão elegante quanto a magia musical.

Tanto a quinta sinfonia de Beethoven quanto as equações de Friedmann são obras-primas da humanidade que dão novos olhos para vermos o Universo e entendermos que a Natureza é beleza pura."

Astronomia 84021048_1355374081317041_4695496438283501568_n.jpg?_nc_cat=104&_nc_ohc=r3YmKp7aNH8AX9QafZx&_nc_ht=scontent.fbfh14-2

Não sei confirmar se a veracidade da informação procede.
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Mensagem por Zero em Seg 27 Jan 2020, 22:47

Gabarito escreveu:
Mas a minha questão foi mais filosófica do que pragmática.
Existe a simultaneidade?
Mesmo que eu não consiga enxergar fisicamente (a luz tem seu limite para trazer essa informação, claro), mas existe o evento simultâneo? Agora aqui e agora lá?
Pode parecer simples dizer que "sim". Mas fica difícil para eu conciliar isso com o tempo relativo.

Outra coisa lamentável são as enormes distâncias do universo que praticamente proíbe as viagens interestelares...
Tem vários vídeos no Youtube mostrando (tentando mostrar) a ordem de grandeza dessas distâncias e o quanto nossas mentes acostumadas à escala do Sistema Solar visto na escola estão enganadas.
O Sol é um grão de areia numa viagem entre São Paulo e Rio para o próximo planeta (posso ter exagerado, mas peguei um exemplo absurdo como esse para chamar a atenção sobre a ordem de grandeza das distâncias). E somente espaço vazio entre um e outro...

Em questão científica comentaria sobre o Entrelaçamento quântico

Wikipédia escreveu:O entrelaçamento quântico (ou emaranhamento quântico, como é mais conhecido na comunidade científica) é um fenômeno da mecânica quântica que permite que dois ou mais objetos estejam de alguma forma tão ligados que um objeto não possa ser corretamente descrito sem que a sua contra-parte seja mencionada - mesmo que os objetos possam estar espacialmente separados por milhões de anos-luz.

Essas fortes correlações fazem com que as medidas realizadas numa delas pareçam estar a influenciar instantaneamente à outra com a qual ficou entrelaçada, e sugerem que alguma influência estaria a propagar-se instantaneamente, apesar da separação entre eles.

Esse é o exemplo científico mais rápido que me veio para exemplificar a situação, apesar de saber que o mais adequado seria para você uma resposta filosófica.

Em termos filosóficos, bem, não é muito minha praia, acho que levaria um bom tempo para estudar e dar alguma resposta minimamente satisfatória.

*Quanto a questão das equações também não tenho maiores informações para confirmar.
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Mensagem por JJ em Ter 28 Jan 2020, 13:45

Gabarito escreveu:
Eu já sabia sobre olhar para o passado.
Mas a minha questão foi mais filosófica do que pragmática.
Existe a simultaneidade?
Mesmo que eu não consiga enxergar fisicamente (a luz tem seu limite para trazer essa informação, claro), mas existe o evento simultâneo? Agora aqui e agora lá?
Pode parecer simples dizer que "sim". Mas fica difícil para eu conciliar isso com o tempo relativo.

Sobre esta questão da simuiltaneidade, ela existe, só que é relativa:

Relatividade da simultaneidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Relatividade da simultaneidade é um conceito na relatividade especial, na qual se definem como simultâneos dois eventos em um referencial inercial se a luz (visível ou qualquer radiação eletromagnética) emitida por esses eventos for simultaneamente observada por um observador situado em um ponto equidistante à posição dos dois eventos.

Desta definição, resulta que em relatividade especial, dois eventos simultâneos em relação a um determinado referencial inercial não serão simultâneos em relação a qualquer outro referencial que esteja em movimento em relação ao primeiro.

Ou, em outras palavras:

Dois eventos que são simultâneos em um referencial não são simultâneos em nenhum outro referencial inercial que esteja em movimento em relação ao primeiro.

Deve-se observar que esta definição só é adequada a situações da mecânica clássica.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_da_simultaneidade[/quote]


http://plato.if.usp.br/~fma0374d/aula2/node3.html
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Mensagem por JJ em Ter 28 Jan 2020, 13:57

Gabarito escreveu:
Outra coisa lamentável são as enormes distâncias do universo que praticamente proíbe as viagens interestelares...
Tem vários vídeos no Youtube mostrando (tentando mostrar) a ordem de grandeza dessas distâncias e o quanto nossas mentes acostumadas à escala do Sistema Solar visto na escola estão enganadas.
O Sol é um grão de areia numa viagem entre São Paulo e Rio para o próximo planeta (posso ter exagerado, mas peguei um exemplo absurdo como esse para chamar a atenção sobre a ordem de grandeza das distâncias). E somente espaço vazio entre um e outro...

As distâncias são enormes (o sistema estelar mais próximo do nosso está a uns 4,3 x 10^13 Km). Entretanto, acho meio absurdo considerarmos que "praticamente proíbe as viagens interestelares" para quaisquer civilizações que possam existir.  Pois, nós terrestres temos apenas 400 anos de era científica, e com essa ninharia de tempo há pessoas que acham que já chegamos no máximo em termos de física ?  

Mesmo com esse pequeno tempo de era científica nós já temos algumas especulações sobre possibilidades de tomar "atalhos" no espaço (uma possibilidade são os buracos de minhocas). E há muito muito mais para se descobrir na física, ainda estamos longe do fim da física. Nós sequer ainda desvendamos realmente a força gravitacional (faz uns 70 anos que os físicos tentam unificá-la com as outras forças, mas ainda não foi possível). Há ainda muito o que descobrir e fazer em física.
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Mensagem por Gabarito em Ter 28 Jan 2020, 14:47


JJ escreveu:
Ou, em outras palavras:

Dois eventos que são simultâneos em um referencial não são simultâneos em nenhum outro referencial inercial que esteja em movimento em relação ao primeiro.

Deve-se observar que esta definição só é adequada a situações da mecânica clássica.


Eu sabia que tinha mais complicação nessa história.

Valeu pela lembrança de consulta à Wikipedia, JJ!
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Mensagem por Gabarito em Ter 28 Jan 2020, 14:55

JJ escreveu:
Mesmo com esse pequeno tempo de era científica nós já temos algumas especulações sobre possibilidades de tomar "atalhos" no espaço (uma possibilidade são os buracos de minhocas). E há muito muito mais para se descobrir na física, ainda estamos longe do fim da física. Nós sequer ainda desvendamos realmente a força gravitacional (faz uns 70 anos que os físicos tentam unificá-la com as outras forças, mas ainda não foi possível). Há ainda muito o que descobrir e fazer em física.
Pois é, eu me lembrei dos buracos de minhoca.
Mas sou extremamente cético com relação a eles.
É quase um apelo ao mágico e surreal, uma tentativa desesperada de haver uma esperança que nos permita conhecer ou visitar fisicamente novos mundos.
Na prática, pelo que já li, são outros quinhentos.

Posso ser ridicularizado num futuro de daqui a uns 1.000 anos se, de fato, inventarem um portal baseado neles.
Vão dizer: "Ih, no passado esse bobão aí achava que nunca seria criado um worm hole".
Mas eu me arrisco a esse vexame.
Porque é um negócio bem complexo para que possa vir a existir um dia.

Se existir mesmo, aí beleza.
Não haverá fronteiras ou limites.
Viajaremos até bem depois da Via Láctea e as distâncias não serão mais empecilho.
Esse é o nosso sonho.
Mas, da forma como penso hoje, não acredito que seja possível.
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Mensagem por Cinzu em Ter 28 Jan 2020, 18:28

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Mensagem por Zero em Ter 28 Jan 2020, 22:47

SOLAR ORBITER - A MISSÃO QUE ESTUDARÁ OS POLOS DO SOL | SPACE TODAY TV EP2105



Para quem preferir, transcrição do vídeo:

Space Today escreveu:
Estudar o Sol é algo extremamente importante, porém é algo extremamente complicado.

Atualmente temos uma bela de uma missão estudando a nossa estrela, a Parker Solar Probe.

Óbvio que é uma missão muito importante, que passa bem perto do Sol, está estudando o vento solar, entendendo as propriedades da coroa solar, entre outras coisas.

Mas, no Sol, existe uma área muito importante e que ainda é muito pouco entendida, os seus polos.

Basicamente, tudo que foi feito até hoje, com relação a estudos do Sol, foi feito numa visão direta, no plano da eclíptica, com muita pouca inclinação.
Bem, antes dos especialistas chegarem aqui nos comentários, vamos corrigir uma coisa, em 1990, a NASA e a ESA lançaram uma sonda para estudar os polos solares.

Seu nome Ulysses, ela fez 3 passagens pelo Sol, até ser aposentada em 2009.

Ela tinha uma órbita polar, porém, ela nunca chegou a passar muito perto do Sol, ela passou sempre a uma distância do Sol, maior que a distância da Terra ao Sol.

Além disso, ela fez medidas somente do ambiente ao redor da espaçonave.

Os polos do Sol guardam segredos seculares, por exemplo, por que o ciclo solar de manchas dura 11 anos?

Essa resposta está nas variações que o campo magnético solar sofre, e para responder a essa pergunta é preciso estudar os polos do Sol.

Juntando tudo isso, a necessidade de entender o campo magnético do Sol, a vontade de conhecer os polos da nossa estrela, e o fato de se ter outra sonda estudando o Sol junto com a Parker, a ESA e a NASA irão lançar uma nova missão ao Sol.

Essa missão é a Solar Orbiter.

A primeira tentativa de lançamento dela será no dia 8 de Fevereiro de 2020, à 1:15 da madrugada, no horário de Brasília.

A sonda será lançada a bordo de um foguete Atlas V da ULA.

Ela usará a assistência gravitacional da própria Terra e de Vênus para sair fora do plano da eclíptica e assim poder passar sobre os polos do Sol.

No decorrer dos 7 anos de missão, a Solar Orbiter irá atingir uma inclinação de 24 graus acima do equador do solar, podendo chegar até a 33 graus, com uma extensão de 3 anos da missão.

A sonda passará a 41 milhões de km de distância do Sol, no seu ponto mais próximo.

Isso fará com que a sonda passe numa distância menor que a órbita de Mercúrio.

A sonda carrega 4 instrumentos de medidas e 6 imageadores para observar a nossa estrela.

Para suportar as altas temperaturas, a sonda é equipada com um escudo de calor de titânio, coberto com fosfato de cálcio, isso irá reduzir drasticamente a temperatura da sonda, permitindo que os instrumentos operem normalmente.

A Solar Orbiter irá realizar uma missão conjunta com a Parker Solar Probe.

Enquanto a Parker Solar Probe estiver mergulhando no Sol, passando bem perto, a Solar Orbiter num ponto mais distante fará imagens importantes que servirão para contextualizar as medidas feitas pela Parker.

Além disso, em determinados momentos, as duas sondas estarão medindo as mesmas linhas do campo magnético do Sol, e até mesmo o mesmo fluxo de vento solar.

Isso será fundamental para que possamos ampliar e muito o nosso conhecimento sobre a estrela mais importante para todos nós, o Sol.
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Mensagem por Zero em Qua 29 Jan 2020, 18:46

Lançamento Starlink Mission

Contagem regressiva em 11'18''.

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Mensagem por Zero em Qua 29 Jan 2020, 21:45


INOUYE SOLAR TELESCOPE - O SOL NA MAIS ALTA RESOLUÇÃO | SPACE TODAY TV EP2107




Imagens em 9'10''.

Transcrição do vídeo:

Space Today escreveu:O Sol, é a nossa estrela mais próxima.

Um reator nuclear que queima cerca de 5 milhões de toneladas de hidrogênio a cada segundo.

Ele tem feito isso por cerca de 5 bilhões de anos e continuará fazendo isso por mais 5 bilhões de anos.

A energia é irradiada em todas as direções e uma pequena porção dessa energia chega na Terra.

Essa pequena fração que chega na Terra é o necessário para fazer a vida se manter no nosso planeta.

Na década de 1950 os pesquisadores descobriram o vento solar e descobriram que ele chega até a fronteira do Sistema Solar.

Eles descobriram também que nós vivemos dentro da atmosfera do Sol.

Porém, existem muitos processos vitais que acontecem com o Sol que ainda não são totalmente explicados.

Por esse motivo, a Parker Solar Probe está estudando o Sol e logo a Solar Orbiter também irá fazer esse trabalho.

Uma sonda estuda o vento solar e o aquecimento da coroa, a outra sonda vai estudar os polos do Sol e ajudar a Parker.

Mas ainda tem muita coisa para ser estudada.

Os movimentos do plasma solar torce as linhas de campo magnético, quando isso acontece temos uma tempestade solar que pode afetar a Terra de maneira decisiva.

São essas variações no campo magnético e as explosões solares que comandam o clima espacial, crucial atualmente para a sociedade em que vivemos, pois uma grande explosão não prevista pode colapsar o sistema de comunicação e de energia da Terra.

Assim sendo, precisamos de um instrumento capaz de estudar em detalhe a superfície do Sol, para podermos entender a origem dessas tempestades solares, e assim podermos nos preparar.

Até agora esse instrumento não existia, mas ele acaba de ser inaugurado e as imagens que ele fez vão explodir a sua cabeça.
O instrumento se chama Telescópio Solar Inouye.

Esse telescópio foi construído pela National Science Foundation é gerenciado pela AURA.

O telescópio possui um espelho de 4 metros, é o maior telescópio solar já construiído.

E para observar o Sol, mesmo aqui da Terra é preciso um sistema todo especial de resfriamento.

Um sistema de encanamento com 14 km tranporta um fluido resfriador através do observatório.

O domo é coberto com placas que ajudam a estabilizar a temperatura também, produzindo zonas de sombra estrategicamente localiza das.

O telescópio também usa um sistema de óptica adaptativa para compensar as perturbações atmosféricas, e é o melhor sistema disponível para um telescópio solar.

Foram 20 anos para chegar no resultado final, e para ele hoje finalmente abrir seus olhos e observar o Sol pela primeira vez.
E o que vemos, valeu cada segundo de trabalho.

As primeiras imagens mostram em detalhe a superfície do Sol.
O que a gente está vendo nessas imagens nada mais é que o plasma turbulento fervendo e cobrindo toda a superfície do Sol.

Cada estrutura celular na imagem tem o tamanho do estado do Pará.
E essas células nada mais são do que a assinatura dos violentos movimentos de transporte que ocorre dentro do Sol e que chega até a superfície.

O plasma aquecido sobe e chega no centro da célula, por isso o centro é mais brilhante, ele então resfria e afunda no Sol, nas linhas escuras que são vistas dividindo as células, isso se chama movimento de convecção.

Essas são as imagens mais detalhadas já feitas do Sol, e com essas imagens e vídeos, os pesquisadores vão poder estudar e prever melhor as explosões solares, e o clima espacial.

O Telescópio Solar Inouye irá trabalhar em conjunto com as missões Parker Solar Probe e Solar Orbiter, podendo contextualizar e detalhar o que as missões espaciais estarão observando.

Nós próximos 6 meses o Inouye continuará seus testes, para finalmente ser aberto para a comunidade científica internacional.

O Inouye irá coletar mais dados sobre o Sol, nos seus primeiros 5 anos, do que todos os dados coletados até hoje desde que Galileu observou o Sol pela primeira vez com um telescópio em 1612.

Chegou a hora de conhecermos em detalhe a nossa estrela
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Mensagem por Gigaview em Qui 30 Jan 2020, 20:25

Candidata a Supernova?

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Astronomia EPhnen2WoAgpYk5?format=jpg&name=small

BREAKING NEWS!#Betelgeuse seems to have stopped fainting and is brightening pretty fast! It stopped fainting at a minimum magnitude of ~1.64, which is around what I predicted some days ago. Want to know more? Read this little thread!@starstrickenSF @_cingraham @JPMajor
1/7

https://twitter.com/chmn_victor/status/1222650793121153024

Betelgeuse has been dimming rapidly since about October. While it is normally about the 10th brightest star in the sky (and visible to everyone on Earth north of Antarctica), it has gotten down as low as 24th brightest. That is a lot, and we don't see anything like this since records started being kept. As someone who's been regularly stargazing about two decades now, it is genuinely weird to go out and see this.

That said, big stars like Betelgeuse undergo periods of variability, especially as they enter the later stages of life. Several of these are well understood, and one of which is a 420 day period. It turns out this period of dimming might be associated with this 420 day variability. . As in, obviously it's an unusually dim one, but the timing overlaps. This group in fact predicted that if this dimming is related to the 420 day period, we should see Betelgeuse begin to rebrighten in late January/ early February. (If you think this is weird, stars do weird variable-y things all the time. For example, our sun is actually a variable star on an 11 year solar cycle. Currently the last cycle was really weak, and no one knows why.)

I will point out it is now January 30... right on schedule. So while I would not say one data point is enough to conclude what's going on with Betelgeuse by any means, we might be at the predicted turn around point! It should become obvious in the next week or two.

As for what's going on actually, my understanding from my massive star friends is a lot of more detailed data is coming out in the next month or two- I know someone who has been taking Hubble observations, for example. But astronomical data takes a little bit of analysis to get into presentable form for publication versus throwing a plot on Twitter. But it looks like this is likely just another bump on the road of the end stages of life for a star.

Finally, I have yet to hear of an astronomer who seriously thinks this is Betelgeuse about to go supernova. We frankly do not think it is at the point in its life where that is going to happen- the end stage of life sounds short to Earthlings, but for a star it can be tens of thousands of years more. So, even if we do not know everything about the massive lives of stars and how they die, I am not putting my money on Betelgeuse for "most likely to explode." Instead, my money is on Eta Carinae, which appears to be at a much later stage, and in fact in the 1800s got as bright as the third brightest star in the sky and faded to obscurity, before rising back again to being a medium bright star (aka, WAY MORE VARIABLE than Betelgeuse). Most people however have never heard of it because unlike Betelgeuse it's in the southern hemisphere.

TL;DR Betelgeuse (probably) isn't gonna explode, but if this rebrightening holds it may well be related to usual variability.

Edit: two things. First, Betelgeuse is far enough from us that if it does go supernova, the only thing that will happen to us is we get a star potentially bright enough to see in daytime. It’s too far away to affect us otherwise. Second, while Betelgeuse is 700 light years distant, and it takes 700 light years for light to reach us, in astronomy we always talk about things we observe from when the light reaches Earth. It’s too confusing otherwise, and we have no way of knowing what’s happening right now at Betelgeuse anyway.

Edit 2: a lot of questions about if this dimming could be caused by something transiting in front of Betelgeuse or similar. First, there are some folks suggesting this dimming could be caused by some gas being expelled by Betelgeuse (massive stars do this towards the end of their lives), but we don't have any published observations yet to prove it either way. I am more skeptical that it is some planet or similar though because it would have to be quite large relative to the disc Betelgeuse to make it dim so much, and transiting planets and the like have regular orbits and this dimming period hasn't been seen before in 100+ years of Betelgeuse observations. And if the planet had a longer period than that, it would be really far out, and not capable of covering any sizable fraction of the star.
https://www.reddit.com/r/space/comments/ew5ccv/a_dimming_star_betelgeuse_has_suddenly_started/
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Mensagem por Zero em Qui 30 Jan 2020, 22:08

Esse evento tem chamado bastante atenção ultimamente.

Por ser uma gigante vermelha e apresentar comportamento de variação de sua luminosidade, esses aumentos e diminuições são comuns, apesar de que essa mudança de brilho, diminuição contínua, aparenta ser anormal.

Há bastante especulação sobre, entretanto a explosão e nossa visão a olho nu da Terra da estrela, quando ocorrer a explosão pode não ser tão logo quanto muitos imaginam, sendo que já soube sobre previsão de cerca de 100.000 anos.

Claro que por ser distante não tenhamos tamanha confiabilidade para determinar algo assim.

Apesar de que ainda há expectativas, recentemente o LIGO captou uma explosão de ondas gravitacionais que não se encaixa em nenhum modelo padrão, fusão de buracos negros, nem de estrelas de neutrons. Também não conseguiram detectar com exatidão onde ocorreu, entretanto por aproximação fica perto de onde está a estrela Betelgeuse.

Não foram detectados uma grande quantidade de neutrinos, o que indicaria uma supernova.

Estimativa em comparação do tamanho da estrela Betelgeuse.

Astronomia Bete02

Foto: ALMA/Gorman/Kervella
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Mensagem por Cinzu em Sex 31 Jan 2020, 09:05



Tenho grande fascínio pelos astrônomos do passado, que baseado somente nos movimentos planetários, eram capazes de descrever nosso sistema com tamanha precisão.

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Mensagem por Gigaview em Sex 31 Jan 2020, 09:59

100.000 anos é tempo demais...ainda tenho esperança de ver Eta Carinae se separando de seu homúnculo aqui da janela de casa, a olho nu, quem sabe?
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Mensagem por Zero em Sab 01 Fev 2020, 22:03

Gigaview escreveu:100.000 anos é tempo demais...ainda tenho esperança de ver Eta Carinae se separando de seu homúnculo aqui da janela de casa, a olho nu, quem sabe?

É realmente muito bonito lá:

Astronomia EtaCarinae

Imagem do Telescópio Espacial Hubble mostrando Eta Carinae e a Nebulosa Homúnculo em volta da estrela.
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Mensagem por Zero em Sab 01 Fev 2020, 22:05


O EXOPLANETA MAIS QUENTE E O FIM DO SPITZER | SPACE TODAY TV EP2108




Space Today escreveu:Os exoplanetas conhecidos como Júpiteres quentes são planetas massivos gasosos que orbitam suas estrelas a uma distância tão pequena que os torna extremamente quentes para sustentar a vida.

Mas existem júpiteres quentes que são mais quentes ainda, são os júpiteres ultra quentes.

Entre eles está o exoplaneta mais quente já descoberto, chamado de KELT-9b.

Kelt, quer dizer que ele foi descoberto pelo Kilodegree Extremely Little Telescope, um sistema de telescópios que ficam localizados no Arizona e na África do Sul.

O problema do KELT-9b, é que ela é tão quente, mas tão quente, que além da vida, nem as moléculas conseguem se sustentar unidas.

Esse planeta está localizado a aproximadamente 670 anos-luz de distância da Terra.

Ele orbita a sua estrela a cada 1.5 dias, e ele está gravitacionalmente travado com a estrela, ou seja, tem um lado sempre voltado para ela e o outro lado sempre voltado para longe dela.

Ele tem 3 vezes a massa de Júpiter, e uma temperatura de 4300 graus Celsius, o que faz com que ele seja mais quente que algumas estrelas.

Os astrônomos observaram o planeta com o Spitzer e conseguiram notar a dinâmica a atmosfera dele.

Os gases que ficam na sua atmosfera no lado do dia, são super aquecidos, isso faz com que as moléculas não consigam ficar unidas.

Os astrônomos observaram moléculas de hidrogênio soltas no lado diurno do planeta.

Mas aí acontece um fluxo dessas moléculas e elas migram para o lado noturno, lá é um pouco mais frio, e elas se unem novamente, depois elas voltam para o lado diurno e se separaram, e o ciclo segue indefinidamente.

Com o Spitzer, os astrônomos conseguiram notar essas mudanças atmosféricas no planeta e fazer todo esse estudo.

Além disso, eles encontraram evidências que indicam que esse seria um praticamente um novo tipo de exoplaneta, onde essa separação das moléculas ocorre, seriam os júpiteres ultra quentes.

Estou trazendo esse vídeo hoje para mostrar como o Spitzer foi um dos instrumentos mais importantes para a astronomia, principalmente na análise atmosférica de exoplanetas.

Hoje, dia 30 de Janeiro de 2020, o Spitzer está sendo aposentado de suas atividades, nós e toda a comunidade científica irá sentir muita falta dessa missão.

Junto com o Hubble e com o Chandra, o Spitzer era parte dos Grandes Observatórios Espaciais da NASA, agora é esperar o James Webb.

O Spitzer era um observatório de infravermelho, assim como será o James Webb, a diferença é que enquanto o espelho do Spitzer tinha 85 cm de diâmetro, o do James Webb terá 6.5 metros.

Esse vai deixar muita saudade!!!
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Mensagem por Gabarito em Sab 01 Fev 2020, 22:08

Zero escreveu:
Gigaview escreveu:100.000 anos é tempo demais...ainda tenho esperança de ver Eta Carinae se separando de seu homúnculo aqui da janela de casa, a olho nu, quem sabe?

É realmente muito bonito lá:

Pergunta de leigo, mas curioso e interessado: essas imagens não são representações artísticas, não?
Em algum lugar eu acho que já li que essas nebulosas, galáxias e tal são colorizadas e adquirem um aspecto mais atraente do que se vê realmente no telescópio.
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Mensagem por Zero em Sab 01 Fev 2020, 22:11


HUBBLE E AS MENORES AGLOMERAÇÕES DE MATÉRIA ESCURA | SPACE TODAY TV EP2098




Space Today escreveu:A matéria escura é uma forma invisível de matéria, que é responsável por boa parte da massa do universo e que cria o arcabouço onde as galáxias são construídas.

O grande escritor e físico teórico Brian Greene tem uma das melhores explicações para o que é a matéria escura.

Ele diz que a matéria escura é aquela cola transparente que você usa no dia a dia, ela está ali, colando tudo, mas você não vê.

No caso da matéria escura ela está segurando as estrelas presas às galáxias para que não saiam voando pelo universo.

Mas nós só temos uma identificação indireta da matéria escura, ainda não foi possível uma detecção direta dela.

Além disso, só conseguimos uma boa detecção da matéria escura em grande escala.

No caso das galáxias detectamos a matéria escura em halos gigantescos ao redor das galáxias.

Mas toda a teoria existente por trás da matéria escura, garante que ela deve aparecer em concentrações menores.

Isso é a base para o que conhecemos como matéria escura fria, e que faz parte do modelo que usamos para entender o universo, o famoso, modelo lambda da matéria escura fria.

Encontrar essas pequenas aglomerações de matéria escura no universo, nas galáxias, é uma tarefa muito desafiadora.

E quando se tem um grande desafio na astronomia, os astrônomos costumam chamar um personagem especial para entrar em ação e tentar resolver esse mistério.

Ele mesmo, o Telescópio Espacial Hubble.

E para tentar solucionar mais esse mistério no universo, os astrônomos resolveram usar algo que o Hubble é especialista.

A lente gravitacional.

Os astrônomos selecionaram 8 quasars distantes, ou seja, 8 galáxias com um buraco negro supermassivo e em constante alimentação que emite um brilho intenso e que são muito distantes.

E selecionaram galáxias alinhadas a esses 8 quasars.

Para isso, os astrônomos usaram o projeto SDSS e o Dark Energy Survey que tem um mapeamento tridimensional dessas estruturas no universo.

Os quasars selecionados estão a 10 bilhões de anos-luz de distância da Terra, e as galáxias que serviram de lente estão a 2 bilhões de anos-luz de distância da Terra.

Os pesquisadores então capturaram a luz infravermelha  de cada um dos quasars.

E notaram que o brilho e a posição de cada uma das imagens distorcidas dos quasars criadas pelo efeito de lente gravitacional estavam alteradas.

Os astrônomos compararam essas medidas com as previsões sobre como seria a imagem do quasar sem a distorção.

E através dos modelos, chegaram a conclusão que somente a presença de pequenas aglomerações de matéria escura é que poderiam distorcer a imagem dos quasars que eles estavam observando.

Com a técnica desenvolvida eles puderam calcular a massa dessas concentrações de matéria escura.

E descobriram concentrações com 1/10000 e 1/100000 vezes a massa do halo de matéria escura da Via Láctea.

Essas minúsculas aglomerações de matéria escura comprovam o que a teoria previa sobre o comportamento desse intrigante constituinte do universo.

E só o Hubble, com a sua sensibilidade seria capaz de detectar.

Os astrônomos agora esperam o lançamento dos novos telescópios espaciais como o James Webb e o WFIRST para realizar medidas adicionais.

Lembrando que ambos são telescópios espaciais que atuarão no infravermelho, facilitando a medida dessas aglomerações.

Com isso os astrônomos esperam em breve desvendar mais uma parte do quebra-cabeça que é entender a matéria escura, a sua origem e a sua constituição, um passo importante para entender o universo onde vivemos.
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Mensagem por Zero em Sab 01 Fev 2020, 22:15

Gabarito escreveu:
Zero escreveu:
Gigaview escreveu:100.000 anos é tempo demais...ainda tenho esperança de ver Eta Carinae se separando de seu homúnculo aqui da janela de casa, a olho nu, quem sabe?

É realmente muito bonito lá:

Pergunta de leigo, mas curioso e interessado: essas imagens não são representações artísticas, não?
Em algum lugar eu acho que já li que essas nebulosas, galáxias e tal são colorizadas e adquirem um aspecto mais atraente do que se vê realmente no telescópio.

Sim, você está certo Gabarito.

A NASA utiliza computação gráfica para interpretar e deixar a imagem adequada ao público, devido a forma que as imagens são captadas, o retoque de elementos é necessária. Por isso, dependendo de quem faz os ajustes na imagem, é comum você ver duas imagens de algum mesmo objeto diferente uma da outra em termos de coloração/aspectos.

Um pouco melhor explicado: Como a NASA usa o Photoshop para criar imagens espaciais tão bonitas?
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Mensagem por Gigaview em Sab 01 Fev 2020, 23:24

Gabarito escreveu:
Zero escreveu:
Gigaview escreveu:100.000 anos é tempo demais...ainda tenho esperança de ver Eta Carinae se separando de seu homúnculo aqui da janela de casa, a olho nu, quem sabe?

É realmente muito bonito lá:

Pergunta de leigo, mas curioso e interessado: essas imagens não são representações artísticas, não?
Em algum lugar eu acho que já li que essas nebulosas, galáxias e tal são colorizadas e adquirem um aspecto mais atraente do que se vê realmente no telescópio.

Essa é uma boa pergunta.

Existe muita foto manipulada circulando por aí em calendários, posters, revistas, etc e tal. Algumas são pinturas baseadas em fotos. As fotos que são divulgadas pelas agências espaciais e observatórios em geral não são manipuladas. Porém nada impede, por exemplo, que a NASA melhore uma foto oficial previamente divulgada para poder estampa-la numa camiseta ou cartão postal para ser comercializado na sua gift shop.

Particularmente, não vejo valor algum nessas fotos bonitas porque o que normalmente interessa não aparece na foto. O uso de um filtro capaz de revelar uma nuvem de gás deixaria a foto horrorosa ou a imagem simplesmente desapareceria se estivéssemos por exemplo interessados numa parte do espectro que é invisível à visão humana. Na astronomia moderna o principal uso do telescópio é ver aquilo que o olho humano é incapaz de enxergar e normalmente é preciso decidir antecipadamente como se quer ver. Muitas vezes os radiotelescópios são mais importantes.

Lógico, ponto de vista romântico, observar o céu no telescópio é uma experiência fascinante e incomparável. Recomendo a todos procurar um clube de astronomia ou o observatório da sua cidade para ter essa experiência.
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Mensagem por Zero em Dom 02 Fev 2020, 17:33


DANÇA CÓSMICA ARRASTA O ESPAÇO TEMPO E COMPROVA A RELATIVIDADE | SPACE TODAY TV EP2110




Space Today escreveu:A mais de 100 anos atrás, Albert Einstein publicou a sua teoria Geral da Relatividade.

Nela, ele explicou que a gravidade era a curvatura do tecido do espaço-tempo, causada pela massa dos objetos.

O Sol, a Terra e todos os objetos deformam o espaço-tempo, quanto maior a massa, maior a deformação, portanto, maior a gravidade.

Desde o dia que foi publicada, a Teoria Geral da Relatividade vem sendo colocada à prova, e graças ao avanço tecnológico atual, várias partes dela vem sido provada.

Por exemplo, em 2016, a detecção das ondas gravitacionais, a foto do buraco negro, entre outras várias confirmações.

Voltando para antes da década de 1920, em 1918, três anos depois da publicação da Teoria Geral da Relatividade, os matemáticos austríacos Josef Lense e Hans Thirring, perceberam uma coisa.

Se a Teoria Geral da Relatividade de Einstein estivesse mesmo correta, todos os corpos em rotação deveriam, digamos, arrastar, o tecido do espaço-tempo ao seu redor.

No começo dos anos 2000, um experimento no espaço, em órbita baixa da Terra, mostrou, através de giroscópios que esse efeito existia, mas era muito fraco e praticamente impossível de ser medido.

Então, era preciso testar mais uma vez a relatividade, usando para isso, um experimento e observações de objetos que realmente arrastam o tecido do espaço-tempo.

Os pesquisadores então foram atrás desse objeto, e descobriram um sistema binário bem interessante.

Esse sistema é formado por um pulsar e uma anã branca, e foi descoberto pela antena de Parker na Austrália, com 64 metros de diâmetro.

O sistema se chama PSR J1141-6545, e devido à densidade da anã branca, e à rotação do pulsar ele é o sistema ideal para esse tipo de teste.

Esse sistema tem 20 anos de medida precisa de sua órbita.

E nesses 20 anos, os pesquisadores notaram uma mudança gradual no plano de órbita do sistema.

Essa mudança indicaria que o sistema estaria arrastando o espaço-tempo, e o distorcendo.

O efeito é chamado em inglês de frame-dragging.

O frame-dragging então explicaria as inclinações observadas na órbita do sistema.

O pulsar emite pulsos com uma precisão e uma estabilidade ideal para que esse tipo de medida seja feita, quando o pulso passa pelo espaço-tempo distorcido ele pode ser medido, e como a anã branca é extremamente densa, ela distorce de maneira significativa o espaço-tempo.

Nesse sistema, toda órbita está sendo arrastada pela rotação da anã branca.

A única explicação para todos os efeitos observados nesse sistema binário é a chamada Precessão de Lense-Thirring, ou o frame-dragging.

E isso indica que a Teoria Geral da Relatividade, pôde mais uma vez ser comprovada.

Como eu disse esse efeito foi registrado na órbita da Terra, mas no caso desse sistema, o efeito é 100 milhões de vezes mais forte, ou seja, reduzindo de forma decisiva as incertezas nas medidas.

O mais interessante de tudo isso, é que com o passar do tempo, a tecnologia vai avançando e esse avanço permite que teorias centenárias, ideias que existem há muito tempo possam ser comprovadas.
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Mensagem por Cinzu em Dom 02 Fev 2020, 23:17

Off-topic: é interessante esses textos-resumos nas descrições. Nem sempre há disponibilidade de tempo ou disposição em assistir ao vídeo. E por vezes, a leitura acaba por ser mais ser atrativa por ser ditada pelo ritmo de compreensão do espectador, diferente de áudios, onde muitas vezes tenho de ajustar a velocidade de reprodução do vídeo (que por sinal é uma das ferramentas mais sensacionais que o youtube já criou).
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Mensagem por Cinzu em Dom 02 Fev 2020, 23:21

Zero escreveu:

A NASA utiliza computação gráfica para interpretar e deixar a imagem adequada ao público, devido a forma que as imagens são captadas, o retoque de elementos é necessária. Por isso, dependendo de quem faz os ajustes na imagem, é comum você ver duas imagens de algum mesmo objeto diferente uma da outra em termos de coloração/aspectos.

Um pouco melhor explicado: Como a NASA usa o Photoshop para criar imagens espaciais tão bonitas?

O mais interessante, é que a NASA disponibiliza em seu próprio site diversas das fotos, inclusive com galerias contendo acervos históricos de missões espaciais.

https://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/index.html

Eles tem até podcast!! https://www.nasa.gov/podcasts
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Mensagem por Zero em Seg 03 Fev 2020, 18:50

Cinzu escreveu:Off-topic: é interessante esses textos-resumos nas descrições. Nem sempre há disponibilidade de tempo ou disposição em assistir ao vídeo. E por vezes, a leitura acaba por ser mais ser atrativa por ser ditada pelo ritmo de compreensão do espectador, diferente de áudios, onde muitas vezes tenho de ajustar a velocidade de reprodução do vídeo (que por sinal é uma das ferramentas mais sensacionais que o youtube já criou).

Exato. Considero o Space Today a melhor fonte de informação e, como o Sérgio (dono do canal/apresentador) disponibiliza a transcrição do vídeo, fica muito prático e receptivo se informar sobre.

Realmente é mais conveniente ler do que assistir 15 minutos, claro que perde-se as imagens, mas o conteúdo é transmitido da mesma forma.

Por isso gosto de postar os vídeos aqui, onde além do vídeo e da transcrição, pode-se ser discutidos aspectos e dúvidas sobre o assunto.
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Mensagem por Zero em Seg 03 Fev 2020, 18:51

Cinzu escreveu:
Zero escreveu:

A NASA utiliza computação gráfica para interpretar e deixar a imagem adequada ao público, devido a forma que as imagens são captadas, o retoque de elementos é necessária. Por isso, dependendo de quem faz os ajustes na imagem, é comum você ver duas imagens de algum mesmo objeto diferente uma da outra em termos de coloração/aspectos.

Um pouco melhor explicado: Como a NASA usa o Photoshop para criar imagens espaciais tão bonitas?

O mais interessante, é que a NASA disponibiliza em seu próprio site diversas das fotos, inclusive com galerias contendo acervos históricos de missões espaciais.

https://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/index.html

Eles tem até podcast!! https://www.nasa.gov/podcasts

Não conhecia, grato por compartilhar.
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Mensagem por Zero em Seg 03 Fev 2020, 23:10


ASTRÔNOMOS PODEM TER RESOLVIDO O MISTÉRIO DA SUPERNOVA SUPERLUMINOSA | SPACE TODAY TV EP2111




Space Today escreveu:Quando uma estrela mais massiva que o Sol, esgota todo o seu combustível ela explode no que chamamos de supernova.

Quando uma supernova explode, numa galáxia distante, o seu brilho muitas vezes é maior que o brilho da própria galáxia.

Explosões de supernovas são eventos espetaculares que acontecem no nosso universo.

Mas existem supernovas que são ainda mais poderosas, elas são chamadas de supernovas super luminosas.

O seu brilho pode chegar a ser 10 vezes maior do que o de uma supernova tradicional.

Mas o que será que faz com que essas supernovas sejam assim, tão brilhantes?

Até agora os astrônomos não sabiam direito, mas agora eles possuem uma pista.

Em 14 de Novembro de 2006, aconteceu na constelação de Perseus uma explosão de uma supernova.

Tão logo a explosão aconteceu ela já foi classificada como sendo uma supernova superluminosa.

Na verdade ela foi a supernova super luminosa mais brilhante já detectada pelos astrônomos.

O nome dessa supernova, SN 2006gy.

Assim, que a supernova foi detectada, ela foi estudada com tudo que se tinha disponível na época.

Principalmente foram feitos vários espectros da explosão.

Os pesquisadores notaram que essa supernova super luminosa estava emitindo radiação numa combinação de comprimentos de onda nunca vistos anteriormente numa supernova.

Isso então criou um grande mistério em torno dessa explosão.

O que gerou essa supernova super luminosa, para emitir radiação nesses comprimentos de onda que não tinham sido detectados anteriormente?

Agora, recentemente os pesquisadores tentaram explicar essa supernova em um novo artigo publicado na revista science.

Quando eles modelaram o espectro, eles notaram que a SN 2006gy produziu uma grande quantidade de ferro.

Com essa análise eles chegaram a conclusão que o que tinha explodido era uma anã branca e não uma estrela massiva.

Mas uma anã branca, como assim?

Existem vários tipos de supernovas, uma supernova de colapso direto de uma estrela mais massiva que o Sol, mas também existe um tipo de supernova relacionado a um sistema binário formado por uma anã branca e uma estrela massiva.

A explicação que eles deram foi a seguinte.

Ocorreu uma interação entre o material expelido pela anã branca e o material ao redor, que é mais lento.

Essa colisão gerou a explosão super brilhante identificada pelos astrônomos.

Esse material foi lançado cerca de 100 anos antes da explosão da supernova.

A anã branca que é densa e uma estrela gigante começaram a orbitar uma a outra de maneira muito próxima, e a anã branca acabou orbitando a estrela mais massiva dentro do seu envelope gasoso.

Isso criou um arrasto que fez a anã branca espiralar em direção ao centro da estrela massiva, e também começou a empurrar material para for a.

A anã branca então, pode ter colidido com o núcleo da estrela mais massiva, causando a explosão.

A explosão interagiu com o material expelido anteriormente e essa colisão gerou toda a radiação detectada pelos astrônomos aqui na Terra.

O interessante é que essa descoberta chega agora, quando todos nós estamos "esperando" Betelgeuse explodir como uma supernova.

Mas isso mostra também, o quão complexo é a explosão de uma supernova, são várias coisas que acontecem com a estrela e com a sua imediação até que a supernova seja detectada.

Por isso também, que quanto antes uma supernova é detectada, melhor, pois os astrônomos podem chegar mais perto da origem dela, e entender os primeiros eventos que desencadeiam todo o processo.

A princípio, o mistério da supernova superluminosa está praticamente resolvido, pelo menos, os astrônomos têm agora um cenário provável do que pode ter acontecido.
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Mensagem por Zero em Seg 03 Fev 2020, 23:11


LUNA-27 A MISSÃO RUSSA QUE IRÁ PERFURAR A LUA | SPACE TODAY TV EP2112




Space Today escreveu:
Para quem é amante da Lua, assim como eu, está adorando esses novos tempos.

Desde 2019, com a Índia, com a China e com o projeto da missão Artemis, as atenções se voltaram novamente para o nosso satélite natural.

Porém , nunca vi ninguém perguntar sobre dois players importantes na exploração espacial, a Rússia e a ESA.

Pois bem, elas não estão quietas não.

Na verdade a Rússia está programando junto com uma participação europeia o envio de uma nova missão para a Lua.

A chamada Luna-27.

Vale lembrar que a Rússia, ou melhor dizendo a antiga União Soviética, tem um histórico de sucesso na exploração do nosso satélite, vale lembrar os Lunokhods, 1 e 2, os rovers soviéticos que exploraram a Lua.

A Luna-27 uma missão que deve ser lançada em 2025, para explorar a Lua de uma maneira diferente.

A ideia é a mesma das novas missões exploratórias, ou seja, explorar o polo sul lunar.

Esse interesse grande nessa região da Lua, se deve ao fato de ser nessa região onde se encontram as crateras que ficam permanentemente nas sombras, e que possuem acúmulo de gelo de água.

O principal objetivo da Luna-27 por sua vez será perfurar o solo lunar e procurar gelo de água na subsuperfície rasa da Lua.

Para fazer isso com sucesso, a missão conta com uma ferramenta desenvolvida pela Europa, o Prospect.

O Prospect nada mais é que uma máquina de perfuração.

Essa máquina de perfuração tem a capacidade de penetrar 1 metro no solo lunar, recolher amostrar e pegar essas amostras e levar para o laboratório que também faz parte do instrumento.

Na última semana, o instrumento recebeu a assinatura garantindo 31.5 milhões de euros para que a Europa comece a trabalhar no design final do instrumento, nos testes e na integração com a sonda russa.

Além do Prospect, a Luna-27 levará também para a Lua o sistema de pouso europeu conhecido como Pilot, que pretende pousar a sonda russa na Lua sem grandes problemas.

E também o ProSPA, que é o laboratório que estará acoplado à máquina de perfuração, e que será utilizado para analisar as amostras perfuradas na Lua.

O ProSPA é um laboratório muito flexível e poderoso, ele irá levar o estado da arte das técnicas analíticas para a Lua.

Ele será capaz de medir a natureza e a abundância do material volátil nas amostras lunares, como o gelo de água, para assim entender melhor a história e o potencial desses recursos.

Esses equipamentos serão utilizados na Lua, para descobrir onde está o gelo de água e a partir dele, começar a gerar recursos importantes.

A água e também o oxigênio.

A geração desses recursos é crucial para que possamos nos estabelecer no nossa satélite.

Os equipamentos de perfuração e o laboratório de análise estão sendo testados atualmente, em situações parecidas com a Lua, ambientes com temperatura de cerca de -150 graus Celsius.

A equipe científica da missão Luna-27 está trabalhando atualmente na seleção do local de pouso da missão.

A década de 2020 promete uma grande retomada para a Lua, e espero estar aqui para acompanhar tudo com vocês!!!
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Mensagem por Zero em Sex 07 Fev 2020, 18:55


O VENTO GELADO DO CORAÇÃO DE PLUTÃO | SPACE TODAY TV EP2113




Space Today escreveu:
Antes da sonda New Horizons passar por Plutão em 2015, todo mundo pensava no planeta, agora planeta anão, como sendo um mundo completamente liso, sem nada, sem nenhuma surpresa para nos apresentar.

Mas quando a New Horizons passou por lá, nossa visão sobre Plutão mudou de forma definitiva.

Nas primeiras imagens o que chamou a atenção de todos foi o grande coração de Plutão, a hoje conhecida como Tombaugh Regio, em homenagem ao descobridor de Plutão Clyde Tombaugh.

Aliás esse vídeo no dia de hoje vem bem a calhar, pois hoje é o dia de nascimento de Clyde Tombaugh, se ele estivesse vivo iria completar 114 anos.

Além disso, Plutão possui uma atmosfera bem complexa, fina, porém complexa.

A atmosfera de Plutão é formada principalmente de nitrogênio com pequenas quantidade de monóxido de carbono e metano.

Além disso, existe uma grande quantidade de nitrog6enio confinada na Tombaugh Regio.

O lóbulo esquerdo do coração é conhecido como Sputnik Planitia, e ali, em 1000 km e 3 km de profundidade está a maior pare do nitrogênio de Plutão.

Já o lóbulo direito do coração de Plutão é composto por montanhas e por geleiras ricas em nitrogênio também.

Se já não bastasse toda a complexidade de Plutão, como presente de aniversário para Clyde Tombaugh, os pesquisadores descobriram mais uma.

O coração de Plutão tem um papel fundamental na circulação atmosférica que acontece no planeta anão.

Os pesquisadores pegaram os dados do sobrevoo de Plutão de 2015, e com isso, simularam o ciclo do nitrogênio.

Para isso eles usaram um modelo de previsão do tempo e puderam acessar como os ventos sopram na superfície.

Eles descobriram ventos de 4 km/h soprando para oeste.

Eles descobriram também uma forte corrente de ar que se move perto da superfície de Plutão.

O nitrogênio atmosférico condensado em gelo gera esse padrão de ventos.

Os grandes desfiladeiros da Sputnik Planitia aprisionam o ar frio dentro da bacia, onde ele circula, se torna mais forte à medida que passa para a região oeste.

Os ventos circulam na direção à rotação de Plutão, num fenômeno conhecido como retro-rotação.

À medida que o nitrogênio dentro da Tombaugh Regio vaporiza no norte ele se torna gelo no sul, seu movimento gera ventos para oeste.

Esse ciclo do nitrogênio durante o dia se vaporizar e durante a noite congelar é como se fosse a batida do coração de Plutão.

Em cada batida, o coração sopra esse vento gelado pelo planeta anão.

Vento esse que no dia de hoje serve para soprar as velas do seu descobridor Clyde Tombaugh.

Plutão, cada dia que passa se torna um mundo muito mais complexo.
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Mensagem por Zero em Sex 07 Fev 2020, 18:56


O IMPRESSIONANTE RESULTADO DA BATALHA ENTRE DUAS ESTRELAS |SPACE TODAY TV EP2114




Space Today escreveu:
Todo mundo hoje já ouviu falar em Betelgeuse, que quando ela morrer irá se transformar numa supernova.

E isso tem causado uma certa confusão, pois muitos acham que o Sol vai acabar a sua vida do mesmo jeito.

Isso não é verdade, eu já falei várias vezes, mas vou repetir.

A linha de vida que uma estrela segue depende da sua massa, estrelas de grande massa como Betelgeuse, vivem pouco e acabam a vida como uma supernova.

Estrelas como o Sol, que não têm tanta massa assim seguem outra linha.

Quando o combustível do Sol acabar, ele irá crescer e irá se transformar numa estrela conhecida como gigante vermelha.

Essa gigante vermelha então irá começar a perder suas camadas mais externas deixando para trás só um caroço, que chamamos de anã branca.

Para conhecer os detalhes da fase final da vida de uma estrela, os astrônomos precisam observar muitas estrelas, e estrelas em estágios finais.

E assim, eles acabam descobrindo que nem tudo é tão simples assim.

Existe um sistema estelar conhecido como HD101584, que é bem peculiar.

Esse sistema é composto por uma estrela grande e por uma companheira menor.

Quando a estrela maior estava morrendo a estrela menor foi engolida pela gigante vermelha.

E a partir daí começou uma verdadeira batalha estelar.

Quando a estrela maior se transformou numa gigante vermelha ela cresceu tanto que engoliu a estrela menor.

Essa estrela menor começou então a espiralar em direção ao núcleo da estrela maior.

Mas não chegou a colidir com o núcleo.

Essa manobra acabou desencadeando uma explosão na estrela maior, que espalhou suas camadas de gás e deixou o seu núcleo exposto.

O resultado disso, são as belas imagens feitas pelo ALMA e pelo APEX, onde é possível ver uma nebulosa com uma complexa estrutura de gás e jatos, tudo isso resultado desse processo de batalha entre as duas estrelas.

Os jatos lançados sobre o material que já estava ali criou as bolhas azuis e avermelhadas que observamos nas imagens.

Além de ser uma imagem muito bonita e interessante, essa imagem é muito importante para os astrônomos.

Através dessa imagem, os astrônomos podem entender melhor a fase final de vida de estrelas como o Sol.

Estudar o sistema binário como esse faz com que os astrônomos possam encontrar peças para o complexo quebra-cabeça que é entender a transição entre os estágios de evolução das estrelas.

Os astrônomos poderão estudar o link entre a gigante vermelha que existia até então, e o que irá restar da estrela.

Tudo isso só foi possível graças à grande sensibilidade do ALMA.

O legal mesmo será quando o ELT de 30 metros for inaugurado no Chile, esse gigantesco telescópio nos dará uma imagem do que está acontecendo no coração desse objeto.

E os astrônomos assim poderão examinar de perto a batalha entre as estrelas.
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Mensagem por Zero em Sex 07 Fev 2020, 18:58


ESTUDO DETALHADO DO COMETA INTERESTELAR 2I/BORISOV | SPACE TODAY TV EP2115




Space Today escreveu:
Para lembrar, em 2017, os astrônomos descobriram o 1I/Oumuamua, considerado o primeiro objeto interestelar descoberto.

Dois anos depois, em Agosto de 2019, um astrônomo amador descobriu o segundo, chamado de 2I/Borisov.

Embora os dois sejam objetos interestelares, eles são bem diferentes.

O Borisov não apresenta a forma alongada do Oumuamua, e o o Oumuamua, não apresenta a atividade encontrada no Borisov, atividade essa que o caracteriza como um objeto comentário e dá a ele o título de primeiro cometa interestelar descoberto pelos astrônomos.

Quando o Borisov passou pelo seu periélio, os astrônomos apontaram para ele o Hubble, e fizeram as análises mais detalhadas até agora desse nosso visitante.

Aqui vai um resumo do que aprendemos com esses novos dados.

Usando o brilho superficial, a taxa de aceleração e a produção de gás, os astrônomos conseguiram calcular o tamanho do núcleo do cometa.

Ele é bem menor do que se imaginava anteriormente, ele tem um núcleo entre 200 e 500 metros de diâmetro, bem diferente dos 2 a 16 km de antes.

Os astrônomos conseguiram também calcular a densidade do cometa, 25 kg/mˆ3, muito menor que a densidade da Terra que é de 5500 kg/mˆ3, mas muito maior que a do Oumuamua que é de 0.01 kg/mˆ3.

Com essas características o cometa Borisov pode girar, pelo torque gerado pelos gases expelidos pelo cometa de forma assimétrica, essa rotação do cometa pode mudar muito e pode aé mesmo fazer o cometa se partir totalmente.

Ainda tem muita coisa que precisamos saber sobre o Borisov, e os astrônomos continuarão observando o cometa para aprender cada vez mais com ele.

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Mensagem por Zero em Sex 07 Fev 2020, 19:03

Para quem quiser, na descrição dos vídeos estão as fontes das informações.

Entretanto como estão em inglês e por vezes são extensas, prefiro colocar o vídeo e a transcrição, já que as informações estão bem expostas/resumidas e assim fica melhor de analisar e debater sobre o assunto.

Por enquanto continuarei a colocar os vídeos/descrições aqui. Caso alguma dia por eventualidade não atualizar mais o tópico, basta acessarem o canal.

Sei de outras fontes também, entretanto o Space Today já nos mantem adequadamente informados sobre os principais eventos do momento, por isso estou colocando a maioria das informações vindas dele.
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Mensagem por Gigaview em Sab 08 Fev 2020, 18:19

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Mensagem por Gabarito em Sab 08 Fev 2020, 18:36

Gigaview escreveu:

Something in Deep Space Is Sending Signals to Earth in Steady 16-Day Cycles


Um Pulsar?
Possivelmente.
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Mensagem por Gigaview em Sab 08 Fev 2020, 18:54

A notícia é boa demais...acho que ela se encaixa no tópico. Lá vai...

NASA BRINGS VOYAGER 2 FULLY BACK ONLINE, 11.5 BILLION MILES FROM EARTH


"The spacecraft has resumed taking science data, and the science teams are now evaluating the health of the instruments," the agency said.

https://www.inverse.com/science/nasa-brings-voyager-2-fully-back-online-11.5-billion-miles-from-earth
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Mensagem por Gigaview em Dom 09 Fev 2020, 13:48

Comparação entre uma imagem obtida com um excelente telescópio doméstico (talvez algo do nível de um bom Celestron) e uma imagem do Hubble.

Astronomia 3emmc67dvvf41
Eagle Nebula, specifically the Serpens constellation, some 6,500–7,000 light years from Earth.
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Mensagem por Cinzu em Seg 10 Fev 2020, 00:01



Série impressionante. Jamais imaginei que uma produção brasileira faria algo de tamanha qualidade. Vale a pena conferir.
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Mensagem por Cinzu em Seg 10 Fev 2020, 22:33

Confirmado arrasto relativístico previsto por Einstein


Um século após ter sido teorizada, astrônomos detectaram os efeitos da precessão Lense-Thirring - um efeito de arrasto de referenciais relativístico - no movimento de um sistema estelar binário, composto por uma anã branca e um pulsar.

Vivek Krishnan e seus colegas de quatro países analisaram vinte anos de dados observacionais do binário para finalmente confirmar essa previsão, feita pela teoria geral da relatividade de Einstein.

Quando um objeto maciço gira, a relatividade geral prevê que ele puxa o espaço-tempo ao seu redor, um fenômeno conhecido como arrasto de referenciais.

Esse fenômeno causa a precessão do movimento orbital de objetos gravitacionalmente acoplados, como os dois corpos de um sistema binário - a precessão é a mudança do eixo de rotação de um objeto induzido por outro astro, um efeito giroscópico muito sutil, mas que pode ser imaginado como um pião desengonçado que ameaça cair.

Embora o arrasto de referências já tivesse sido detectado por experimentos de satélites artificiais no campo gravitacional da Terra, nesses casos o efeito é tremendamente pequeno e difícil de medir. Objetos mais massivos, como anãs brancas ou estrelas de nêutrons, oferecem uma oportunidade melhor para observar o fenômeno sob campos gravitacionais muito mais intensos.

Astronomia 010130200205-arrasto-de-referenciais-gravidade-1
Representação artística do "arrasto de referenciais": duas estrelas orbitando uma à outra torcendo espaço e tempo

Astronomia 010130200205-arrasto-de-referenciais-gravidade-2
Representação artística de uma estrela de nêutrons que gira rapidamente e de uma anã branca arrastando o tecido do espaço-tempo em torno de sua órbita.

Vivek Krishnan e seus colegas observaram o PSR J1141-6545, um jovem pulsar girando rapidamente em uma órbita apertada em torno de uma enorme anã branca.

Eles mediram os tempos de chegada dos pulsos - um pulsar pisca como se fosse um farol cósmico - com uma precisão de 100 microssegundos, durante um período de quase vinte anos, o que lhes permitiu identificar um desvio de longo prazo nos parâmetros orbitais.

Após eliminar outras possíveis causas dessa deriva orbital, a equipe concluiu que ela é resultado da precessão Lense-Thirring (Josef Lense [1890-1985] e Hans Thirring [1888-1976]) devido à rápida rotação do companheiro da anã branca.

Estes resultados confirmam a predição da relatividade geral e permitiram aos autores melhorar a precisão dos cálculos da velocidade de rotação da anã branca.

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=confirmado-arrasto-relativistico-previsto-einstein
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Mensagem por Zero em Ter 11 Fev 2020, 22:57


5 COISAS QUE VAMOS APRENDER COM A MISSÃO SOLAR ORBITER | SPACE TODAY TV EP2116




Space Today escreveu:
Na madrugada de domingo para segunda, à 1:03 hora de Brasília, será lançada a bordo do foguete Atlas V da ULA a sonda Solar Orbiter.

A sonda carrega 10 instrumentos no total, instrumentos de alta tecnologia, que levaram cerca de 20 anos para serem desenvolvidos, além de um escudo de calor inovador que irá proteger a sonda do intenso calor do Sol, mas também servirá para manter uma temperatura adequada para o funcionamento dos instrumentos quando a sonda estiver longe do Sol.

Vamos listar aqui, as 5 coisas que poderemos aprender sobre o Sol com a missão Solar Orbiter.

1 - Quando Uma Erupção Solar Vem Na Nossa Direção

A solar Orbiter chegará a 0.28% da distância entre a Terra e o Sol, será a segunda sonda mais próxima da nossa estrela só perdendo para a sua companheira de pesquisa a Parker solar Probe.

A diferença principal, é que a Solar Orbiter leva câmeras para poder fazer imagens do Sol, já a Parker não.

Com essas câmeras, a Solar Orbiter poderá monitorar as CMEs, ou ejeções de massa coronal.

E como a Solar Orbiter irá cobrir diferentes distâncias, ela poderá ver essas CMEs se desenvolvendo e descobrir se elas estão vindo na direção da Terra, o que é fundamental para que possamos proteger nossa rede elétrica e de comunicação, caso seja uma ejeção muito poderosa.

2 - Por Que O Sol Sopra Um Vento Supersônico?

Um dos grandes mistérios sobre o Sol é sobre a sua atmosfera externa, a sua coroa, ela tem um temperatura de mais de 1 milhão de graus Celsius, e é 200 vezes mais quente que a superfície do Sol.

Devido a isso, a atmosfera não pode ser contida pela gravidade do Sol, então ele tem um vento constante de partículas que são sopradas para o espaço, conhecido como vento solar.

O vento solar possui duas velocidades, a Parker Solar Probe estuda o vento solar mais rápido, e a Solar Orbiter, devido ao fato de passar pelos polos do Sol, poderá estudar o vento mais lento.

Pela distância que ela passará do Sol, ela poderá capturar partículas do vento solar, e assim os pesquisadores poderão finalmente entender a origem do vento solar.

3 - Como é o polo do Sol?

A Solar Orbiter foi desenvolvida para sair do plano do equador solar.

Ela fará isso com repetidas passadas por Vênus, o que fará com que ela inline a sua órbita.

Se a missão se estender até 2030 sonda atingirá uma inclinação de 33 graus, o suficiente para podermos ver pela primeira vez, como é o polo do Sol.

No período em que a sonda estiver estudando o Sol, a nossa estrela passará pela mudança no seu ciclo de 11 anos, assim, passando pelos polos, a Solar Orbiter poderá mostrar como ocorre a evolução do ciclo solar e como isso afeta o campo magnético, por que o Sol tem esse ciclo e por que dura 11 anos, a solar orbiter poderá responder.

4 - Por Que O Sol Tem Coroas Polares?

Ocasionalmente acontece no sol, uma grande explosão que cria uma estrutura de loop, essas explosões são conhecidas como proeminências solares.

O que gera essas proeminências é algo ainda não completamente entendido pelos astrônomos.

Nos polos do Sol é onde estão as maiores proeminências que levam o nome de coroa polar, devido à inclinação da sua órbita, a Solar Orbiter poderá, pela primeira vez na história mostrar para todos como é a formação dessas proeminências e os pesquisadores poderão entender a origem e a evolução desse fen6omeno no sol.

5 - Como o Sol Controla o Sistema Solar

Com essa missão explorando os polos do sol, e com a Parker explorando o equador solar, os pesquisadores terão em breve uma imagem completa de todas as atividades que acontecem com a nossa estrela.

Estudando os polos será possível entender como as erupções solares viajam pelo sistema solar, como elas influenciam o clima espacial.

Será possível também medir o campo magnético solar e saber assim como as erupções acontecem e progridem até a heliosfera.

Com as primeiras imagens dos polos do Sol, e as imagens mais detalhadas da superfície da nossa estrela não só entenderemos melhor como o Sol funciona, mas como funciona o seu domínio no Sistema Solar e a sua influência na Terra.

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Mensagem por Zero em Ter 11 Fev 2020, 22:59


OS 10 INSTRUMENTOS CIENTÍFICOS DA MISSÃO SOLAR ORBITER | SPACE TODAY TV EP2117




Space Today escreveu:
Para estudar o Sol, a sonda Solar Orbiter, uma missão conjunta entre a ESA e a NASA está levando 10 instrumentos para o espaço.

Esse vídeo é para isso, vou passar instrumento, por instrumento para você.

1 - EUI

Também conhecido como imageador do ultravioleta extremo.

Como o nome já diz irá fazer imagens no ultravioleta das camadas mais baixas da atmosfera solar, aquelas que ficam próximas da superfície do Sol.

Com esse instrumento será possível entender como essa parte mais inferior da atmosfera do Sol se aquece e como isso pode influenciar a coroa solar.

O instrumento está localizado numa caixa atrás do escudo de calor da sonda.

2 - METIS

O METIS irá fazer imagens da atmosfera externa do Sol.

O instrumento fará imagens da coroa solar, para fazer isso ele irá usar um anteparo para bloquear a luz da superfície solar, como se estivesse simulando um eclipse do Sol.

Ele será o coronógrafo a fazer imagens mais próximas da coroa solar.

Com isso será possível entender como o sol afeta o resto da heliosfera.

3 - PHI

Também conhecido como imageador polarimétrico e heliosísmico.

É composto de dois telescópios, um para imagens mais abertas e gerais do Sol e outro para imagens mais detalhadas, com o objetivo de revelar a estrutura fina do Sol em detalhe.

Os telescópios irão produzir os chamados magnetograms que são mapas da intensidade magnética da superfície do Sol.

Com ele será possível estimar o campo magnético da coroa e da heliosfera.

4 - SOLOHI

Também conhecido como imageador heliosférico da Solar Orbiter.

Nada mais é que o telescópio que irá funcionar na luz visível fazendo imagens da luz solar que é refletida pelos elétrons no vento solar.

O telescópio ficará focado no meio interplanetário entre o sol e os planetas.

Isso fará com que seja possível entender como as erupções solares afetam o meio.

5 - SPICE

Também conhecido como imageador espectral do ambiente coronal.

É um espectrômetro no ultravioleta extremo desenvolvido para mapear o plasma, ou seja, os fluxos de gás quente que são expelidos pela superfície do Sol.

O instrumento irá coletar dados sobre a densidade e o fluxo do material solar.

6 - STIX

Também conhecido como telescópio/espectrômetro de raios-X.

Como o nome já diz será usado para pesquisar os raios-X emitidos por erupções que acontecem na superfície do Sol, como as flares.

O STIX observará o tempo, a localização e a intensidade de cada explosão de raios-X do Dol.

Isso dará aos pesquisadores a oportunidade de entender como as flares ocorrem e como entram em erupção.

O instrumento possui um imageador grande angular que poderá ver o Sol inteiro de uma só vez.

7 - EPD

Também conhecido como detector de partículas energéticas.

Irá medir os elétrons e outras partículas emitidas pelo Sol.

Ajudará os cientistas a entenderem como a radiação solar se forma estudando os componentes do plasma do vento solar e do campo magnético do Sol.

8 - MAG

Também conhecido como magnetômetro, irá medir a intensidade e a direção do campo magnético ao redor da Solar Orbiter.

Ajudará os cientistas a entenderem a origem do campo magnético e do vento solar.

9 - SWA

Também conhecido como conjunto de instrumentos para a análise do vento solar.

Esses instrumento irá medir 99% de todas as partículas carregadas emitidas pelo Sol e que atingirão a Solar Orbiter.

Isso fará com que os cientistas entendam de forma definitiva do que é feito o vento solar.

10 - RPW

Também conhecido como detector de ondas de plasma e ondas de rádio.

Irá medir as mudanças nos campos elétrico e magnético ao redor da Solar Orbiter.

Os resultados permitirão entender o papel do plasma no vento solar, se ele ajuda na aceleração ou no aquecimento.

Esses são os instrumentos da Solar Orbiter, instrumentos de alta tecnologia, e que foram desenvolvidos ao longo dos últimos 20 anos.

Nesse momento, o Atlas V já foi rolado para o PAD 41 que é a base de onde será lançado na madrugada de domingo para segunda, no horário de Brasília.


É útil olhar este vídeo para observar onde estão na sonda e como são. A descrição passa a ideia da funcionalidade, mas se a curiosidade for maior para saber como é, é válido olhar o vídeo.
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Mensagem por Zero em Ter 11 Fev 2020, 23:03

LANÇAMENTO DA MISSÃO SOLAR ORBITER #ATLASV #ULA #SOLARORBITER



Lançamento por 35'20''.

Apesar de que me pareceu mais interessante a conversa no vídeo do que o lançamento em si.
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